carregando
logo

Artigo

SINAL DOS TEMPOS? Precipitação baixíssima na primeira metade de fevereiro, em Araputanga

access_time chat_bubble_outlineCuriosidades
FONTE

O chamado tempo da chuva talvez não sirva como justificativa para explicar a existência de estradas vicinais e ruas cheias de buracos a dificultar o tráfego e, causar dor de cabeça aos cidadãos que vê a rua nas proximidades de sua residência, cheia de buraco.

De acordo com o Instituto Clima Tempo, nos primeiros 14 dias de fevereiro, choveu apenas 51mm no município de Araputanga. A quantidade precipitada corresponde a 23% da média histórica mensal de 225 milímetros. Se estamos na metade do mês, a quantidade de chuva que já deveria ter caído seria 112,5mm.

O problema pode ser tão sério que o índice corresponde apenas às chuvas que normalmente caem no mês de maio. Se estamos no período úmido do ano, cabe pensar, como será e por quanto tempo se estenderá o período seco? A perspectiva otimista indica que ainda pode chover em grande quantidade no restante de fevereiro e no mês de março.

A lógica, porém, aponta que o município (e a região) pode sofrer uma espécie de seca verde, pois, faltam apenas 33 dias para o dia 19 de março, dia de São José, o santo padroeiro da chuva, data ou período em que historicamente caem as maiores quantidades de chuvas encerrando o ciclo chuvoso.

CÓRREGOS E RIO

Para quem observa atentamente o ciclo da natureza, já percebeu, que em 2015 ainda não houve nenhuma cheia. As chuvas que caíram até o dia 14 de fevereiro não foram suficientes para encher nem mesmo todo o leito do Ribeirão das Pitas.  Em outros anos 2012/2014, os córregos que cortam a cidade de Araputanga já haviam transbordado e colocado moradores ribeirinhos em alerta; ano passado, até o período de carnaval, o Córrego da Garrucha transbordou em todos os cruzamentos de ruas e avenidas, por onde passa. Pela primeira vez, em 22 anos, a água alagou cerca de 50 metros da Rua Joaquim Nabuco, chegando até à calçada da Rádio Arco-Íris; foi assustador.

Se a seca atingiu duramente os estados de São Paulo, Minas Gerais e, Rio de Janeiro, a pouca quantidade de chuva em Araputanga sinaliza a cada habitante que a água seja utilizada de forma racional, um conceito que é bem conhecido ou aprendido às duras penas, para quem enfrenta escassez.